quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Duelos 2

... e não adianta, por mais massacrado, machucado, judiado que seja, o coração está sempre ali, pronto para o próximo tombo - às vezes a altura diminui, mas é sempre ele que fica lá, jogado. A razão, nessas horas, é perversa - com um sorrisinho sínico, debochado, solta um saboroso "eu bem que avisei!". Não é a pior coisa que se pode ouvir? O coração, para se defender, pergunta à razão quantas vezes ela foi feliz, quantas vezes sentiu-se amada, quantas vezes voou - a razão, sem derramar uma lágrima sequer, cala-se, pois sabe que a ausência de sentimentos é o pior castigo - e ela o recebe todos os dias.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Duelos

Andando distraído, ele tropeça e quase perde o equilíbrio – eu disse “quase”. O coração é mesmo um tolo, sempre se abala, não importa o “tamanho” da questão. Desta vez ele tropeçou na razão, sua inimiga nº 1 – é impressionante como um duelo entre os dois pode durar horas, dias, anos... Ambos possuem argumentos praticamente incontestáveis, mas um sabe bem qual é o “ponto fraco” do outro. O coração não sabe dizer não – a não ser para a razão.... (continua)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Alçando voos...

Sinto que posso voar - alguém já sentiu isso? Assusta um pouco, dá um friozinho na barriga, mas parece tentador, tenho a nítida sensação de que vou decolar... Não importa quando/aonde irei pousar - a diversão é experimentar!

domingo, 25 de outubro de 2009

Tempo

Acordei com gosto de ontem, mas com uma vontade enorme de que fosse hoje...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

É verdade, estou com medo, e dessa vez é real, nada de paranóia, o perigo é iminente - e eu nem sei qual deles é meu inimigo - não posso ter certeza de contra quem devo lutar, e se devo - ou é melhor ficar aqui.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Que pena...

Que pena... E fui eu que permiti, foi como me trair / De repente um sentimento que eu nem sabia mais existir / Parece sonho agora, e minha vontade é resistir... Que pena... Foi como despertar mais uma vez - e novamente me cobrir... Eu não quero sentir - vou voltar a dormir...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Mais uma mudança...

Eu vivo “fuçando” aqui dentro, procurando um lugar só meu, um desejo que me impulsione pro longe – um longe mais perto de mim... Tenho acordado confusa, e o dia todo costuma ser assim – no final, eu já me acostumei... Tenho sentido medo de ficar aqui pra sempre, de não chegar ao meu encontro – de chorar outra vez... Tenho pensado em sonhos, desejos, vontades, saudades, prazeres ... Sei que não estou parada, mas eu quero andar mais depressa, quero alcançar – está tão diferente o meu olhar...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

TPM de setembro

De repente aquele aperto voltou ao peito, fazia tanto tempo - eu nem lembrava que era vento... Senti vontade de chorar, e ao mesmo tempo de gritar - mandar embora esse pesar... Já era tarde pra voltar, eu nem sabia acreditar - minha saudade era de amar... Tudo meio embrulhado, um desejo meio de lado - e eu nem sei se teria voltado... Minha vontade é um buraco no infinito - um não-lugar que eu vou criar!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Todos os meus amigos são meus irmãos, mas todos os meus irmãos são meus amigos?

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Mas é...

Não fosse essa ânsia, essa vontade de me fazer entender, eu desistiria Não fosse esse laço, é mais forte que meu desejo, meu afeto eu desmancharia Não fosse essa lágrima, voltando aos meus olhos, apenas raiva eu sentiria Não fosse parte de mim, eu abandonaria Não fosse tão presente, despedir-me-ia Não fosse essa mágoa, que insiste em me calar, eu simplesmente falaria Não fossem essas palavras - engasgadas, rasuradas, amarguradas - eu esqueceria Não fosse meu sangue, o último gole eu recusaria Não fosse o coração, a razão eu usaria Não fosse esse sorriso ausente, fatalmente eu sonharia Mais uma vez, um milhão de vezes, e a esperança nunca se perderia Não fosse essa dor, ora já tão distante de mim, eu certamente sorriria Não fosse estar tão perto do que me é mais distante, a esse amor eu renunciaria Não fosse tão vital, todo sentimento destruiria E se não fosse capaz, ao menos esconderia...