domingo, 27 de abril de 2008
sábado, 26 de abril de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
terça-feira, 22 de abril de 2008
segunda-feira, 21 de abril de 2008
domingo, 20 de abril de 2008
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Respirando mais fundo...
Quando eu tinha 14 anos meu namorado era "o genro que minha mãe pediu a Deus" - durou menos de um semestre. Naquela época eu pensei que aquela dor ia acabar me matando, literalmente, o sofrimento persistiu mais que o dobro do tempo de namoro, doido isso não é? Mas passou, embora eu achasse que iria "perder a virgindade" com ele, casar, ter filhos...(ele realmente era um bom rapaz, deve ser ainda). Lembrei disso tudo agora e achei tão interessante relacionar (não comparar) com o que penso agora! Eu não deixei a "castidade" de lado aos 14 , não casei, muito menos filhos... Alguém um pouco mais imutável que eu estaria cortando os pulsos, ainda bem que não é o caso, justamente o contrário: hoje eu não penso em casar, depois daquele eu tive um namorado rebelde (como eu na época), alguns anos depois deparei-me com o namorado-filho, um amor, mas até a toalha eu tinha que levar no banheiro, sem falar que a mãe verdadeira dele era louca e achou que eu tinha roubado o seu lugar - de repente, já que me tornei mãe dele... (interessante, isso veio agora). Não quero casar pelo mesmo motivo que não quero ter filhos, amo e prezo muitíssimo a minha liberdade. No sentido mais amplo da palavra mesmo, sei que essas duas coisas não me impediriam de fazer um montão de coisas, mas eu teria que planejar, e a parte que eu mais gosto nessa história de estar sempre evoluindo, descobrindo, mudando é o fato de que eu posso fazer as malas agora ou amanhã, mudar de idéia não irá interferir no andamento da vida de mais ninguém, e que criança é um amor, mas melhor é saber que se começar a chorar é só entregar para a mãe dela! 12 anos depois, quase o dobro de tempo de vida e com certeza a época mais interessante. Eu me transformei mesmo - minhas feridas cicatrizam tão rápido - e amanhã serei tão diferente do que sou hoje, que leveza senti agora, simplesmente porque sei que amadurecer pode ser muito doloroso às vezes, mas é necessário e prazeroso também, quando se consegue olhar por outro ângulo, ou apenas sonhar...
quarta-feira, 16 de abril de 2008
terça-feira, 15 de abril de 2008
Nostalgicamente eu...
É, sessão nostalgia nunca foi fácil, e quando vem chega com tudo e arrebenta no meio, ou um pouco mais pro lado, mais atrás, mas estraçalha mesmo... eu sinto falta da minha inocência, apesar de meus amigos ainda dizerem que sou a criatura mais pura - não puritana - que existe (num sentido mais amplo, sem maldade). Acho que conservo um pouco disso, mas ainda é difícil acreditar que as pessoas podem ser simplesmente más. Sinto falta de cozinhar só pra mim num domingo chuvoso e olhar todos os filmes que puder durante a tarde, e sem interrupções! Mas no comecinho da noite me permitir sentir saudade de ver gente e ligar, sempre para um grande amigo, convidando para um chimarrão, umas panquecas, um vinho e talvez outro filme... o inverno é mesmo feito de lembranças. Há muita saudade guardada em mim, principalmente das horas a fio divagando descompromissadamente sobre tudo que podia parecer interessante naquele exato momento, mesmo que amanhã nem lembrasse mais - mas eu recordo sim, ah se recordo! Hoje eu fui embora, muitos amigos foram também, de lá ou daqui, e posso ir a qualquer lugar, sempre haverá um longe ainda mais distante de mim... Só há uma saudade que não sinto mais, a saudade de mim, gostava muito de quem eu era, mas gosto mais agora, porque sou aquela mais um monte de coisas, o que formou essa! As voltas à memória daquilo que passou têm um sentido muito maduro agora, não há vontade de retornar lá, mas de fazer tudo para ter sempre novas saudades, olhar sorrindo para o que não volta mais, para o espelho, para os sonhos...
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