terça-feira, 18 de novembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Cansada de viver do passado, de lembranças dos momentos bons que não voltam mais... de chorar os amores não vividos, os carinhos negados, as dores sentidas... E o futuro, quem sabe quando vai chegar? Não quero mais sentir saudade do que fui, mas compreender o que me tornei, e por quê. Talvez não seja bom entender tudo também... Não quero mais procurar onde não posso encontrar... Eu só quero viver agora de verdade, me transformar no que penso todos os dias, no que sempre quis ser... Cansei de tentar agradar, olhares não me interessam mais, apenas o meu olhar no mundo e em mim, no meu mundo, enfim. E que mundo é esse que demora tanto pra chegar? Mas já o vejo logo ali, falta apenas abrir aquela porta, não será a última, mas com certeza a mais importante... Estarei lá, esperando por mim; e aqui deixarei tudo que não faz mais parte, que não encaixa mais. Vou acordar no meu lugar, e sei que será logo... ufa!
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
domingo, 24 de agosto de 2008
Segredos - Frejat
Eu procuro um amor
Que ainda não encontrei
Diferente de todos que amei...
Nos seus olhos quero descobrir
Uma razão para viver
E as feridas dessa vida
Eu quero esquecer...
Pode ser que eu a encontre
Numa fila de cinema
Numa esquina
Ou numa mesa de bar...
Procuro um amor
Que seja bom pra mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...
E eu vou tratá-la bem
Pra que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer
Os meus segredos...
Hum! Hum! Huuuum!...
Eu procuro um amor
Uma razão para viver
E as feridas dessa vida
Eu quero esquecer...
Pode ser que eu gagueje
Sem saber o que falar
Mas eu disfarço
E não saio sem ela de lá...
Procuro um amor
Que seja bom pra mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...
E eu vou tratá-la bem
Pra que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer
Os meus segredos...
Hum! Hum! Huuuum!...
Hum! Hum! Huuuum!...
Procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...
Eu procuro um amor
Que seja bom pra mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
terça-feira, 5 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008
sábado, 26 de julho de 2008
segunda-feira, 21 de julho de 2008
domingo, 20 de julho de 2008
quinta-feira, 17 de julho de 2008
domingo, 13 de julho de 2008
sábado, 12 de julho de 2008
(des)espero
Eu, na verdade, não espero/
Eu não espero nada mais dessa farsa/
Desse amontoado de mentiras/
Dessa tragédia vazia/
Minhas ilusões já partiram, se voltarem, estou perdida/
Aliás, estou perdida.../
Minha pressa também é falsa/
Se eu chegar, tenho medo de parar/
Se eu parar, posso nunca chegar/
Cansei de complexidades, de paradoxos sem fim/
Cansei de tentar e não encontrar/
Eu só quero acordar em outro lugar/
Cansei de tentar agradar/
Eu só quero de outras bocas provar.../
Por mais vazio que isso possa tornar.../
Quero o tudo nesse nada tão profundo, quero querer me guardar!
terça-feira, 8 de julho de 2008
segunda-feira, 7 de julho de 2008
domingo, 6 de julho de 2008
sábado, 28 de junho de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
sábado, 21 de junho de 2008
É tão bom perceber que não foi tudo em vão, que as coisas podem dar certo, que já passei do meio da escada, agora faltam apenas alguns degraus, eu não preciso começar do zero, preciso apenas me concentrar e ficar atenta aos detalhes, foi um sorriso que me fez perceber tudo isso, um simples sorriso, agora ele não sai daqui...
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Fiquei surpresa com o sorriso de volta em meu rosto, pareceu-me tão sincero, espontaneamente aberto, assim, bem aberto... ele veio acompanhado daquela sensação de alívio, quando arrancaram a dor? Não me avisaram, pensei que ela fosse permanecer aqui, colada... era uma dor tão fechada, nem se despediu, sempre tão calada... Eu não percebi que estava de volta, feliz! Eu não posso me culpar, já senti culpas demais, quero desejar, sonhar, quem sabe (en)cantar! Quero descobrir-me melhor do que pensava, mais leve, sem a inquietude que me acompanhava... quero ter coragem, sempre que o vazio me atormentar...
sexta-feira, 13 de junho de 2008
quinta-feira, 12 de junho de 2008
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Replay!
Andei relendo alguns dos meus escritos e fiquei um pouco assustada, nada surpresa, pois esperava mesmo encontrá-los desse modo... parece tudo tão igual, de repente algo fantástico, de repente, tudo igual... se está tudo igual "aqui", está tudo igual aqui! Às vezes eu penso que a terapia pode estar me enlouquecendo, mas logo percebo que "o problema" é mesmo o fato de estar funcionando muito bem, a cada dia descubro milhares de coisas novas a meu respeito, a respeito das pessoas que me rodeiam, a respeito da vida... O processo é doloroso, repetitivo, vai-vem-vai-vem-vai... e se eu não conseguir voltar? Sinto muita vontade de gritar (literalmente), sinto que minha família nunca me entendeu realmente, alguns nunca tentaram... Sinto que isso tudo está afundando e ninguém se importa, na verdade eles não gostam quando toco nas feridas, eu sei que dói, mas conviver com a dor que vai consumindo aos poucos pode ser um sofrimento ainda maior, por isso eu tento colocar tudo pra fora, mas nem sempre existe alguém que queira mesmo ouvir, muito menos falar... eu sempre tentei expor o que penso da maneira mais clara possível, mas não há clareza suficiente para um surdo que não quer enxergar... Infelizmente eu percebi que nada vai mudar aqui, todas as minhas tentativas foram frustradas e terrivelmente transformadoras para mim... não vou mais tentar mudar a estatueta intocável, corações nem sempre batem por um sorriso... Gritos sempre foram reprovados, os meus, é claro, os outros não são ouvidos... Mas desistir de mudar o que parece impossível não é desistir de tudo, ainda estou aqui, e sempre disposta e aberta a todas as metamorfoses, físicas e mentais... Não posso mudar o mundo a minha volta, mesmo que ele durma no quarto ao lado, ou me ignore depois da escada... Posso mudá-lo por dentro apenas, mais uma vez, quantas forem necessárias para não sofrer mais, para aprender a camuflar algumas feridas incuráveis - não sou mais forte que elas... isso pode demorar bastante, o tempo preciso pode ser o sempre, agora eu só consigo pensar em respirar!
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Tenho me ausentado daqui algumas vezes, na verdade me ausento de mim, tenho permitido perder-me por aí, até encontrar o lugar mais distante de mim, tenho esperança de que assim, quando souber onde sou tão ausente de mim, possa voltar a me encontrar, possa ter algumas certezas, possa sentir menos dor... muitas vezes foi confortável ficar distante do mundo, das pessoas, criar minha própria versão da realidade... agora está parecendo insuportável perder-me outra vez, outra vez? Tantas vezes eu pensei ter me encontrado, e agora, outra vez? Sigo meus dias sem motivação, sem algo que brilhe lá no fundo, sem a certeza de que vou encontrar... O caminho parece cada vez mais estreito, e na verdade são tantos os caminhos, talvez se eu não tivesse escolha... sofreria por não tê-la. Não quero respostas de ninguém, quero as minhas, por mais doloroso que possa parecer, preciso chegar sozinha ao meu lugar, ao meu mundo, ao meu grande sonho, quando eu descobrir se ele existe...
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Aconteceu de novo, meu coração disparou , minhas mãos começaram a tremer, não sentia minhas pernas mais, não sabia em que direção olhar, me perdi... no momento exato em que cruzei meus olhos com os teus, me perdi... perdi o sono, mas sonhei contigo quando adormeci, depois de horas lembrando do teu rosto e sorrindo como uma adolescente apaixonada... há algum tempo não me sentia tão ridícula, mas o que há de errado nisso? Estou com medo sim, mas irremediavelmente encantada, o que pode ser muito perigoso, para mim, para ele, para nós dois... e quem se importa?
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Quebra-cabeça
Eu me perdi há tanto tempo, está mais difícil dessa vez... tantas vezes eu mudei o caminho, agora não sei como cheguei aqui... eu poderia encontrar-me em um lugar qualquer, fingindo ser meu, até cansar de novo, até acordar de novo. Não quero! Pode demorar muito tempo, pode ser mais doloroso (e está sendo), mas será de verdade, e eu saberei, mas só quando encaixar todas as peças, só quando chegar lá...
segunda-feira, 26 de maio de 2008
domingo, 25 de maio de 2008
As pessoas pensam que "remoer" problemas é desnecessário, desgastante e inútil... é sim, se você gosta da idéia de tê-los sempre ao seu lado, das coisas se repetirem o tempo todo em sua vida e não ter noção de por onde vai começar a mudança... eu cansei de "seguir com o vento", deixar que o curso da vida me faça chegar em algum lugar, eu só estive em lugares "errados" por isso... errados, mas não menos transformadores ou fascinantes... muitas idéias erradas, muitos lugares errados, muitas pessoas erradas em uma vida... isso pode ser a resposta para o que virá daqui pra frente, refletir sobre todos esses erros foi o que me fez dizer chega e passar a encarar a responsabilidade enorme que tenho nas minhas costas: fazer minha vida dar certo! E é exatamente por isso que ando "mastigando" os meus problemas, preciso "engoli-los" para conseguir compreender onde está o ponto, onde a curva foi mais longa do que eu esperava, onde ela me fez sair da estrada... algumas coisas não mudarão nunca, ouço isso há quase 20 anos e só agora entendi o que pode significar para mim, estou aprendendo a lidar com elas, não aceitá-las, mas não permitir que interfiram no funcionamento do meu mundo - é a coisa mais difícil que já tentei fazer - não seria justo, nunca foi. Hoje acredito que vou encontrar "o meu lugar", e será perfeito, para mim.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
terça-feira, 20 de maio de 2008
sexta-feira, 16 de maio de 2008
sábado, 10 de maio de 2008
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Com aquela cara de boba...
Não posso dizer que foi à primeira vista, até porque já cansei dessas histórias de príncipe encantado... Nem mesmo posso dizer que foi diferente, porque sempre acaba sendo da mesma forma depois... Posso dizer que está sendo bonito ver as coisas se transformando de novo dentro de mim, um sentimento maduro crescendo sem pressa, e com alguns medos, nada mais natural para quem já sentiu o coração arrebentar tantas vezes... Mas vamos deixando o ritmo natural da vida definir esse capítulo, apenas uma pequena parte da minha vida, que pode, ou não, crescer a cada dia... Posso acordar amanhã e nada disso mais existir, mas ao menos saberei que vai acontecer de novo, e de novo, e de novo, até acontecer todos os dias, com a mesma pessoa, o mesmo olhar, o mesmo carinho, que irá modificar-se à medida que nos modificarmos também, apenas para nos compreendermos melhor, e sermos, não um reflexo do outro, mas o reflexo ao lado.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Amanhã-hoje
Se o mundo lá fora parece parado, aqui dentro existe uma revolução acontecendo, não posso me queixar de tédio, as coisas estão se transformando cada vez mais rápido, as expectativas aumentando sempre e os sonhos cada vez mais próximos de realizações. Está tudo funcionando bem, basta ter calma e não deixar que a ansiedade atrapalhe os planos, são tão lindos!
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Gripe é foda!
É impressionante como uma gripe pode derrubar assim uma pessoa, não consigo respirar, raciocinar, meu corpo não responde, tudo dói, parece que moeram ossos e músculos. Chá, remédio, cama (e estudo quando?). O pior é esperar, pois como dor de amor, só o tempo pode curar... Ah, a carência aumenta bastante também!
terça-feira, 6 de maio de 2008
Por que as pessoas insistem em fingir o tempo todo? Por que elas não podem, simplesmente, ser o que são? Um pouco disso deve ser pela cobrança do mundo, e os fracos acabam moldando-se a ele. Mas e os fortes? Sucumbiram também? Está tudo tão igual, artificial e cheirando mal... E eu continuo fazendo merda sim, mas as minhas, deixo as suas pra você!
segunda-feira, 5 de maio de 2008
O baile
Sabe quando o telefone toca e não sabemos se devemos atender? Levamos alguns segundos para descobrir que realmente devemos apertar no botãozinho verde... É estranho quando o passado invade assim a minha vida, eu fico feliz, mas meio sem saber como agir. Um convite para o baile da escola (eu não lembrava), acompanhado de uma gritaria ao fundo (que eu ouvia todos os dias) que me pareceu uma festa. Por que ainda faço parte da vida deles? Eles ainda fazem da minha? Claro, não é porque não os vejo sempre (na verdade nunca) que não estariam guardadinhos no meu coração. Até hoje eu olho para aquela "carta-rolo" e não sei se mereço tanto carinho, sei que fiz o que pude, mas foi o suficiente? Às vezes eu sinto uma culpa imensa por ter "abandonado" os "olhinhos brilhantes". São as sábias palavras deles que me confortam: "Ninguém pode julgá-la por escolher o melhor para sua vida". Não podem mesmo, nem eu tenho o direito, eles entenderam melhor do que eu pensava, melhor do que eu mesma...
domingo, 4 de maio de 2008
Ok, não posso esquecer tudo, até porque tem uma parte de que gostei muito...mas quando eu vou parar de fazer merda? Bem que eu pressenti que alguma coisa iria acontecer, e por que não consigo controlar? Não chego ao arrependimento, mas foi foda, muito, e eu só tenho vontade de entrar no buraco da minha cama e ficar lá, até passar a culpa...pra sempre?
sábado, 3 de maio de 2008
Cada dia é um novo olhar, uma nova chance, uma descoberta imensa... É como se meus olhos estivessem vendados até agora, eu não me permitia desejar, simplesmente seguia... O conflito é inevitável, mas não há como ser diferente, afinal estamos num mundo completamente paradoxal, emoção e razão andam em direções opostas, a convergência entre elas seria quase um milagre! E quem disse que milagres não existem?
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Eu-quase.
Tenho medo de acordar um dia e descobrir que não realizei o que eu gostaria, na verdade tenho medo de não saber o que realmente desejo, o que me realiza, o que me faz acreditar na vida. E se eu olhar para trás e encontrar o momento exato em que mudei o caminho? E se eu tomar o rumo errado? Mas se eu não tentar? Também esse pode ser o erro... tenho medo de abrir os olhos, bem velhinha, e não sorrir... Eu quero tantas coisas, mas não sei qual delas me satisfaz realmente, quero experimentar o mundo, mas tenho medo de fazer um pouco de tudo e não gostar de nada... tenho medo de não ter coragem, de me arrepender por alguma coisa que não fiz... ou que fiz... Quero ser livre e poder ir a qualquer lugar, e sou, mas tenho medo de ficar presa dentro de mim, e que esse medo possa me impedir... Eu tenho medo de me decepcionar com as pessoas, e que elas se decepcionem comigo... Tenho medo de não ser mais interessante, de não me sentir assim, de não voltar a sentir-me apaixonada pelas pessoas, pelas coisas, pelas vidas... Tenho medo de não me conhecer, não saltar de pára-quedas, não fazer teatro, não ser amada, não arriscar, não aprender a dizer não, não ser especial, não sair daqui, não ser independente, não sonhar, não ser feliz... Tenho medo que todos esses medos sejam mais intensos que os desejos que eles "tentam" encobrir...
terça-feira, 29 de abril de 2008
domingo, 27 de abril de 2008
sábado, 26 de abril de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
terça-feira, 22 de abril de 2008
segunda-feira, 21 de abril de 2008
domingo, 20 de abril de 2008
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Respirando mais fundo...
Quando eu tinha 14 anos meu namorado era "o genro que minha mãe pediu a Deus" - durou menos de um semestre. Naquela época eu pensei que aquela dor ia acabar me matando, literalmente, o sofrimento persistiu mais que o dobro do tempo de namoro, doido isso não é? Mas passou, embora eu achasse que iria "perder a virgindade" com ele, casar, ter filhos...(ele realmente era um bom rapaz, deve ser ainda). Lembrei disso tudo agora e achei tão interessante relacionar (não comparar) com o que penso agora! Eu não deixei a "castidade" de lado aos 14 , não casei, muito menos filhos... Alguém um pouco mais imutável que eu estaria cortando os pulsos, ainda bem que não é o caso, justamente o contrário: hoje eu não penso em casar, depois daquele eu tive um namorado rebelde (como eu na época), alguns anos depois deparei-me com o namorado-filho, um amor, mas até a toalha eu tinha que levar no banheiro, sem falar que a mãe verdadeira dele era louca e achou que eu tinha roubado o seu lugar - de repente, já que me tornei mãe dele... (interessante, isso veio agora). Não quero casar pelo mesmo motivo que não quero ter filhos, amo e prezo muitíssimo a minha liberdade. No sentido mais amplo da palavra mesmo, sei que essas duas coisas não me impediriam de fazer um montão de coisas, mas eu teria que planejar, e a parte que eu mais gosto nessa história de estar sempre evoluindo, descobrindo, mudando é o fato de que eu posso fazer as malas agora ou amanhã, mudar de idéia não irá interferir no andamento da vida de mais ninguém, e que criança é um amor, mas melhor é saber que se começar a chorar é só entregar para a mãe dela! 12 anos depois, quase o dobro de tempo de vida e com certeza a época mais interessante. Eu me transformei mesmo - minhas feridas cicatrizam tão rápido - e amanhã serei tão diferente do que sou hoje, que leveza senti agora, simplesmente porque sei que amadurecer pode ser muito doloroso às vezes, mas é necessário e prazeroso também, quando se consegue olhar por outro ângulo, ou apenas sonhar...
quarta-feira, 16 de abril de 2008
terça-feira, 15 de abril de 2008
Nostalgicamente eu...
É, sessão nostalgia nunca foi fácil, e quando vem chega com tudo e arrebenta no meio, ou um pouco mais pro lado, mais atrás, mas estraçalha mesmo... eu sinto falta da minha inocência, apesar de meus amigos ainda dizerem que sou a criatura mais pura - não puritana - que existe (num sentido mais amplo, sem maldade). Acho que conservo um pouco disso, mas ainda é difícil acreditar que as pessoas podem ser simplesmente más. Sinto falta de cozinhar só pra mim num domingo chuvoso e olhar todos os filmes que puder durante a tarde, e sem interrupções! Mas no comecinho da noite me permitir sentir saudade de ver gente e ligar, sempre para um grande amigo, convidando para um chimarrão, umas panquecas, um vinho e talvez outro filme... o inverno é mesmo feito de lembranças. Há muita saudade guardada em mim, principalmente das horas a fio divagando descompromissadamente sobre tudo que podia parecer interessante naquele exato momento, mesmo que amanhã nem lembrasse mais - mas eu recordo sim, ah se recordo! Hoje eu fui embora, muitos amigos foram também, de lá ou daqui, e posso ir a qualquer lugar, sempre haverá um longe ainda mais distante de mim... Só há uma saudade que não sinto mais, a saudade de mim, gostava muito de quem eu era, mas gosto mais agora, porque sou aquela mais um monte de coisas, o que formou essa! As voltas à memória daquilo que passou têm um sentido muito maduro agora, não há vontade de retornar lá, mas de fazer tudo para ter sempre novas saudades, olhar sorrindo para o que não volta mais, para o espelho, para os sonhos...
domingo, 13 de abril de 2008
quinta-feira, 10 de abril de 2008
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Ah, as palavras...
Sempre tive uma paixão por elas e seus múltiplos significados, suas intermináveis combinações, infinitas interpretações... As palavras, carregadas de sentimento, bom ou ruim, são capazes de transformar momentos, pessoas, vidas... Mas quando elas realmente possuem sentimento? Quando são apenas palavras? Como perceber essa sutil diferença? Tênue mesmo, um oi, por exemplo, pode ser um simples cumprimento formal, mas em outro contexto pode ser uma aproximação, uma reaproximação, um gesto de carinho ou até mesmo um adeus... a palavra escrita pode ser absolutamente oposta à falada. E era aí que eu queria chegar: por que mudam tão consideravelmente de sentido as palavras quando são ditas? O que um tom de voz, um olhar, um gesto, um sorriso ou uma lágrima podem fazer com uma palavra? Tudo! E a ausência deles principalmente... Cuidado com as palavras, até mesmo as "ditas", mas fundamentalmente as escritas, elas podem, e muitas vezes, causar insanidade, a única vantagem é que você pode guardá-las para ter certeza de que não imaginou coisas. Mas até mesmo essa certeza é perigosa, pois você passa a ignorar o que foi lido para ater-se ao que foi entendido e/ou sentido. São mesmo poderosas as palavras, mesmo acompanhadas de um olhar, de um toque, e por mais delicadas que sejam, um dia elas ficarão ressoando na sua mente, acompanhando a pergunta fatal: existiram aquelas palavras? Em sentido mais amplo, o questionamento é: são reais? Muitas palavras valem mais quando "esquecidas", refletir sobre elas pode levá-lo à loucura, mas deixá-las de lado pode trazer imenso crescimento interior...
terça-feira, 8 de abril de 2008
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Eu posso ir para todos os lugares, mas fugir de mim é impossível, sempre vou me acompanhar, eu e tudo que carrego, alegre ou triste... eu e todas as angústias, todas as saudades, os amores, os restos... eu e todo o meu desespero... eu e tudo que procuro, tudo que não encontro... eu e todas as culpas, todas as dores, tudo que falta em mim...
domingo, 6 de abril de 2008
Para quem você cantaria?
Paixão - Cleiton & Cledir -
Amo tua voz e tua cor
E teu jeito de fazer amor
Revirando os olhos e o tapete
Suspirando em falsete
Coisas que eu nem sei contar
Ser feliz é tudo que se quer
Ah! Esse maldito fecho eclair
De repente a gente rasga a roupa
E uma febre muito louca
Faz o corpo arrepiar
Depois do terceiro ou quarto copo
Tudo que vier eu topo
Tudo que vier, vem bem
Quando bebo perco o juízo
Não me responsabilizo
Nem por mim, nem por ninguém
Não quero ficar na tua vida
Como uma paixão mal resolvida
Dessas que a gente tem ciúme
E se encharca de perfume
Faz que tenta se matar
Vou ficar até o fim do dia
Decorando tua geografia
E essa aventura em carne e osso
Deixa marcas no pescoço
Faz a gente levitar
Tens um não sei que de paraíso
E o corpo mais preciso
Do que o mais lindo dos mortais
Tens uma beleza infinita
E a boca mais bonita
Que a minha já tocou
sábado, 5 de abril de 2008
Santa Maria
Por mais que eu não tenha vontade de voltar a morar lá, sempre me encontro por aquelas ruas íngremes e confusas. São tantos cantinhos especiais, tantas pessoas que me fazem sentir, simplesmente, eu! É como voltar para casa, mas com muitas novidades, principalmente as saudades, que se renovam a cada ida. Certamente um pedacinho meu ficou por lá, e conforta-me saber que, toda vez que eu quiser descobri-lo, lá estará ele, sorrindo para mim! :))))
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Nós duas...
Alguma coisa fez com que eu olhasse para o lado, simplesmente virei o pescoço e vi. Seria melhor não ter visto, ultimamente seria melhor não ver nada...Tudo me toca profundamente, causando uma tristeza que, exatamente por não ter motivos concretos, angustia ainda mais... Antes de ver o casalzinho feliz passeando abraçado (e os dois apaixonados resolveram trocar uns beijinhos justamente ao passar pela porta da minha casa) eu tinha derramado algumas lágrimas ao assistir uma cena estúpida da teledramaturgia brasileira, sim, novela. Acho que nunca havia sentido uma sensação tão ridícula, enquanto uma parte de mim chorava, quase soluçando, um eu mais sensato presenciava, e resolveu dizer-me então o quanto era deprimente ver-me assim, e nós já sabíamos, o que parece ser a parte boa.
Mas o que interessa aqui não é o choro ou a estupidez, é o quanto isso foi útil para dar-me conta de que estou lutando contra mim, diariamente. Não estamos chegando ao ponto de quebrarmos as nossas caras rolando no tapete da sala, mas estamos mantendo uma equilibrada relação de amor e ódio, mútua, é claro. Equilibradíssima, aliás, uma de nós não permite que a outra ultrapasse os limites e apaixone-se perdidamente pelo que somos, a outra impede que o ódio espalhe-se, a ponto de esquecermos o amor e permitirmos nosso abandono...
E ninguém cede, talvez por isso estejamos aqui ainda...
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Onde eu coloco esse medo? Acho que vou comprar uma caixinha pra guardar ele bem quietinho... porque às vezes quero deixá-lo bem aqui, sinto que ele vai me proteger... Quando eu não sentia medo era mais fácil, não precisava ficar pensando, fazia e pronto... mas também era mais comum acordar chorando. Vou esperar ele passar, paciência, se não passar fico aqui, onde é mais seguro...
terça-feira, 1 de abril de 2008
Incógnita
Algum motivo deve existir para que eu não consiga livrar-me da imagem, do cheiro, do arrepio... "Penso que o destino é dono da metade de nossas ações, mas deixa a outra metade a nossos cuidados".
Maquiavel
segunda-feira, 31 de março de 2008
domingo, 30 de março de 2008
Tempo
Que as horas passem então, que o dia acabe, amanhã será igual a ontem e hoje já não foi bom, que termine rápido... e seja indolor...
sábado, 29 de março de 2008
Você já sentiu medo de perder o que nunca possuiu? Saberia dizer o que há escondido em seus olhos? E como foi parar lá? Já teve vontade de sair correndo sem saber onde iria chegar? Você já acordou daquele sonho bobo que só o fazia permanecer inerte? Quantos anos você cresce em um? Eu tenho a sensação de que foram dez... Mas você já pensou que talvez aqui não seja o lugar mais adequado para descarregar suas angústias? Por que você fica aí parado, repetindo sua vida, se o brilho mágico está do outro lado da sua mente? Você já sentiu vontade de chorar a presença do vazio? Você já amou? Você existiu?
sexta-feira, 28 de março de 2008
Free!
Agora é pra valer, estou com o protocolo do meu pedido de exoneração em mãos, nunca uma perda causou tanto alívio! Tenho asas novamente...fizeram falta!
quarta-feira, 26 de março de 2008
Inconstante...
Estou cansada de tudo, de todos... As pessoas não me interessam mais, a vida simplesmente acontece longe daqui, e eu nem aí... Estou muito cansada, meus ossos estão doloridos, meu corpo inteiro dói, às vezes acho que não vou conseguir, e já não sei se quero. Algo muito importante fugiu de mim, não sei onde começar a procurar, e já não sei se quero... Dá muito trabalho quando todos gostam de você, quando todos querem sua companhia, porque não sei dizer não e o contrário faz falta, mas já não sei se quero. A dúvida é minha maior certeza, o que não quero é fácil de saber, mas o que quero afinal, o que pretendo fazer daqui pra frente? Minhas incertezas multiplicam-se assustadoramente, e quando penso que encontrei, não sei dizer se quero... Só não entendo por que não me conformo e fico aqui, apenas esperando o mundo passar, parece tão confortável! Mas soa-me covarde também, e isso tenho certeza que nunca fui, e não quero! Deve ser porque quero mais, muito mais, só não sei se encontro...
segunda-feira, 24 de março de 2008
Miragem
Às vezes eu fico em dúvida se estou mesmo aqui, tudo parece tão estranho a mim, tão distante da minha realidade, ou melhor, sinto-me irreal... É como se eu me visse de longe e não me reconhecesse, como se eu estivesse vendo a minha vida passando diante dos meus olhos, e querendo que eu vá pra outro lugar, que novos caminhos sejam possíveis, e são... mas de longe, de tão longe, não consegui me contar... disseram-me que um dia irei me alcançar, e vou gostar de como cheguei lá... disseram-me que não vou querer mudar, e não vou voltar.
domingo, 23 de março de 2008
Essa noite sonhei com tua morte, bestas enormes devoravam teu cadáver e você parecia satisfeito... eu chorava sem saber por que enquanto me despedia de ti, na verdade não sei, talvez me despedisse de mim mesma, ao menos de uma parte, um pedaço que já não faz sentido... mas assustou-me a tua morte, tão crua, tão forte...
sábado, 22 de março de 2008
quinta-feira, 20 de março de 2008
Serena...
Tranqüila, é como me sinto agora, em paz. Não deixei nada por dizer, não menti para mim ou outras pessoas, fui fiel aos meus sentimentos, em todos os momentos. Tudo que fiz, disse, todas as lágrimas que chorei, os sorrisos estampados no rosto, tudo foi verdadeiro, foi intenso, e será sempre, mesmo guardado em um cantinho dentro de mim apenas, sem que ninguém mais saiba, estará comigo, até amanhã, ou a vida toda, isso eu não sei ainda, e essa é a melhor parte...
quarta-feira, 19 de março de 2008
Falando sério...
Não dá pra aceitar, fiquei revoltada, surpresa não, pois espera-se algo assim de uma sociedade machista. Em primeiro lugar: o número de mulheres esperando na fila do SUS por uma laqueadura é enorme na minha cidade (Cachoeira do Sul), no mínimo três vezes maior que o número de homens à espera de uma vasectomia. Detalhe: o número de vasectomias é inversamente proporcional ao número de laqueaduras realizadas por mês. Existe alguma lógica nisso? Tudo bem, a esterilização feminina é um procedimento mais complexo, exige internação, mas não seria mais urgente em casos, por exemplo, de mulheres com dois ou três filhos aos vinte anos de idade? Eu disse mais urgente, não condição para que seja realizada a cirurgia. O que mais indignou-me foi saber que as mulheres só podem realizá-la se já tiverem filhos, diferentemente dos homens, que podem fazê-la a qualquer momento, desde que sejam maiores de idade. Incrível não é? É fácil depois julgar, mesmo não sendo esse o único método anticoncepcional, é o mais eficiente. Nossa cultura é mesmo repleta de contradições, uma mulher pode entupir-se de hormônios, arriscando sua própria saúde, ou ainda, correr o risco de uma gravidez indesejada, só depois disso ela poderá escolher se quer ou não ser mãe, ou seja, quando já estiver com uma "penca" pra criar, muitas vezes sozinha. Mas tudo bem, continuamos lutando para que isso mude, e para que entendam que exigir direitos iguais, como estabelece a Constituição Federal, não é feminismo, mas um pouco de justiça!
Para pensar: por que o número de homens que sentem-se responsáveis pela "multiplicação da espécie" é tão menor que o de mulheres?
terça-feira, 18 de março de 2008
A vida é uma metáfora de si
No meu sonho, cada página que corrigia, gerava outras, milhares de páginas repletas de erros... Num impulso, corri, tentando "retocá-las", e mais enganos iam surgindo... Agora é tarde, já estão impressas em mim, todas elas. Dane-se, ao menos aquelas falhas não cometerei mais...e sempre haverá novas formas de errar, ainda bem!
segunda-feira, 17 de março de 2008
Onde?
Não é justo sentir-me triste, mas esse vazio corta a garganta, engasga o choro, tantas vezes engolido... E essa vontade de sorrir, essa ânsia de te ter aqui... por quê?
domingo, 16 de março de 2008
Saudade
Sinto falta de um não sei quê, do desconhecido, do completo estranho, do que está, em algum lugar, esperando, sentindo falta de mim...
sábado, 15 de março de 2008
Clareza de idéias...
Eu ainda acredito que as pessoas possam ser boas, que não tenham a intenção de magoar, apesar de muitas vezes saberem exatamente como fazer isso... Seria mesmo bem mais fácil pensar que temos que desconfiar de todos, defender-nos do mundo. A vida toda eu quis convencer uma das pessoas que mais amo do inverso, sempre quis mostrar que a "muralha" que a envolve não a protege do mal, pelo contrário, desvia o bem, impede os melhores momentos de concretizarem-se, interrompe a vida, machuca... Não posso agora esquecer que muito tenho a perder ao tentar evitar o sofrimento, perderei os sorrisos, os carinhos, os abraços, as risadas gostosas, os olhares inocentes... Não, não posso mudar de opinião agora, eu sempre soube que a dor é resultado de uma alegria que não está mais em mim, sem felicidade não há dor, mas também não há acordar sorrindo, passar o dia com cara de bobo, rindo de si mesmo, não há afeto, não há verdade, apenas inércia! Não há vida onde não existem motivos para crer nas pessoas, eu prefiro ser assim...
sexta-feira, 14 de março de 2008
quinta-feira, 13 de março de 2008
Como Uma Onda - Lulu Santos / Nelson Motta
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
quarta-feira, 12 de março de 2008
Incrível
Como as coisas passam, como deixamos de querer aquilo que parecia essencial, como o ar deixa de faltar, o coração de acelerar... É impressionante como podemos acordar diferentes, como um olhar muda tudo, uma palavra transforma... É assustador, como a dor vai embora, e a ausência de carinho continua tão forte, tão presente, pungente...
terça-feira, 11 de março de 2008
domingo, 9 de março de 2008
O outro - Mário de Sá Carneiro
Eu não sou eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio:
Pilar da ponte de tédio,
Que vai de mim para o outro.
sábado, 8 de março de 2008
quinta-feira, 6 de março de 2008
Empreguinho novo!
Bem que sempre me disseram que eu nasci com o piiiiiiiii virado pra lua! Nem bem organizei minhas idéias e a coisa já aconteceu! Sou a mais nova "ex-futura-desempregada"! Empreguinho daqueles que caem do céu, coisa sem explicação, serviu como uma luva! Revisão de jornal, tudo que eu queria, horário perfeito, será que estou sonhando? Não sei como explicar, mas eu liguei na hora certa, pra pessoa certa, a parte estranha é que eu não sabia disso! Queridos amigos, maiores detalhes só depois que eu conseguir tocar o chão novamente, agora estou indo para o meu novo emprego!
quarta-feira, 5 de março de 2008
Ainda estou um pouco perdida, é verdade, mas acordei com um novo ânimo! Vou esquecer que tenho 26 anos e fazer de conta que estou começando agora, com um mundo de possibilidades a minha frente. Compreendi, só agora, que a vida não precisa ser um pote de decisões tomadas, fixas e imutáveis. Eu sempre procurei "encaixar" as coisas, nem sempre o quebra-cabeças possui as peças que queremos, ele pode vir com defeito, ou nós podemos demorar um pouco para encontrá-las. Sei que pensar assim pode ser arriscado, mas o que não é? Estar aqui é um risco constante, e eu adoro essa parte de estar viva! Viva mesmo, porque andei morrendo nos últimos dias... Agora despertei, e não quero "recuperar o tempo perdido", pois acho que tive a "morte" mais necessária. Quero avançar, alongar meus passos, explorar minha imaginação e "meter a cara". Não sei o que me espera, e essa é a parte que me atrai ainda mais. Hoje eu nasci de um jeito novo, e já gosto!
segunda-feira, 3 de março de 2008
Sagitarius - Os Mutantes
Sou como um pingo d'água, tenho meu lugar para cair -
Centauros pela estrada e não adianta desviar -
Sou sagitarius -
Flechas no coração -
Amor eu sou como nasci eu sou o que eu vivi -
E não vou mudar tão depressa -
Não vou -
O mesmo amor que ponho dentro da canção -
É o que eu vou lhe dar -
Te tocando -
Não tenho auras pra sentir o meu amor -
Não me leve a mal por favor -
Mas é que eu -
Sou sagitarius -
Flechas de ilusão -
Amor eu sou como nasci -
Eu sou o que eu vivi -
E não vou mudar tão depressa -
Não, não vou -
Eu vou-me embora agora -
Pra não te magoar, amor -
Toda a minha alma chora -
Pra não te magoar, amor -
Sou sagitarius -
Flechas de ilusão -
Amor eu sou como nasci -
Eu sou o que eu vivi -
E não vou mudar tão depressa -
domingo, 2 de março de 2008
Desabafo
Hoje é um dia triste, talvez o mais triste da minha sequência de dias tristes... Volto amanhã a fazer o que não vou terminar, e isso me angustia, não tenho dormido, não tenho chorado, tenho medo de não conseguir parar. É a mistura de sentimentos mais doida que já senti, o clássico nó que não sai da minha garganta, o medo de me envolver de novo e não conseguir deixá-los depois, a frustração por saber que nunca será como deveria ser, a dor pela certeza de uma saudade eterna... Ainda me procuro por aí, e isso é o que me deixa mais triste.
sábado, 1 de março de 2008
Ontem
Perguntei a um amigo se ele sabia porque tudo parece tão difícil, e quanto mais tentamos acertar, mais erros cometemos. Ele sorriu e disse que as coisas acontecem a seu tempo. Bastou pra que eu entendesse que, muitas vezes, aquilo que nos parece errado, será o certo amanhã. Não, a vida não é injusta, mas as pessoas podem ser!
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Confidência
Um milhão de cores atravessando a rua -
Tenho pressa!!
Ando pela vida em disparada -
Por que essa vontade de chegar?
Eu nem sei onde vou ficar!
Sinto cheiros para seguir -
E meus olhos estão ali...
Eles estão ali, e não consigo alcançar -
É tão perto, e eu não sei enxergar!
Está tudo ali, olhos, boca, pele...
Não consigo sentir!
Roubaram-me daqui! Tudo ali...
E eu não posso voltar...
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Paradoxo
Passei a noite me procurando por aí, quando pensei que havia encontrado, abri a caixinha, surpresa! Eram pedacinhos do que fui... Toda vez que me acho, perco-me na outra esquina, quando me perco, sou EU! Vou permitir-me sumir de mim mais um pouco, talvez no próximo gole eu pareça comigo...
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Surpresa!
Por essa eu não esperava, quando estava a caminho da minha liberdade (indo pedir exoneração do cargo de professora) encontro, justamente, minha aluninha do coração, daquelas que fazem valer a pena as horas e horas de preparação de aulas, correção de provas, trabalhos, enfim, que fazem do trabalho um prazer. Ela simplesmente surgiu na minha frente, "do nada", pulou no meu pescoço e soltou um caloroso "ai Sora, que saudade!". Quem resiste a isso? Contei a ela onde estava indo e vi seu rosto "desmanchando" diante de mim. Saí dali completamente abalada, ainda bem que estava de óculos escuros, odeio fazer fiasco na rua. Mas a frase que acabou comigo foi "nós não temos outra pessoa pra ficar no seu lugar agora, os alunos ficarão sem aula se você sair". Eu jamais conseguiria fazer isso com os meus alunos, seria como jogar no lixo todo o trabalho do ano anterior, e não foi fácil.
Conclusão: ao menos um mês de trabalho pela frente, um salário a mais (muito bem-vindo), e muitos sorrisos sinceros e olhinhos brilhantes!
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Em paz
Admirar um pôr-do-sol pode ser o orgasmo mais intenso de alguém...
Ou apenas um fragmento meu!
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Despedida
Decisão tomada: adeus sala de aula. A partir de segunda-feira sou uma ex “professorinha-da-zona-rural-de-Cachoeira-do-Sul”. Dói muito pensar que não verei mais aqueles olhinhos brilhando na minha direção, aqueles sorrisos, os mais sinceros que já vi, a inocência (de alguns) e a malandragem ingênua dos que pensavam que sairiam ilesos das minhas aulas. Sei que deixei marcas, mas as mais profundas encontro em mim...
Primeiro dia de aula: minha boca tremia, devia ser o desespero de ver aquelas “pessoinhas” ali, na minha frente, esperando que eu trouxesse respostas! Mal sabiam eles o quanto as minhas perguntas poderiam ser ainda mais complexas. Alunos normalmente não entendem que somos humanos e, muitas vezes, inseguros (ainda bem).
Apaixonei-me por eles! A sala de aula virou um parque de diversões, um lugar onde eu poderia ser eu mesma, ou todas as personagens que pudesse imaginar, até nariz de palhaço valia, nunca vou esquecer a surpresa e a alegria de tê-los desarmados diante das minhas incertezas. Eles me transformaram, ao longo do último ano, na “Sora Aline”, um pedaço de mim que será lembrado com muito carinho, sempre.
Despeço-me agora justamente porque quero sentir essa sensação toda vez que olhar para trás, quero guardar comigo o rosto de cada um, e a certeza de que todos os momentos foram mágicos, todas as lágrimas foram puras, e os sorrisos encantados. Despeço-me agora, porque amanhã não conseguiria mais...
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Primeira vez
Há muito tempo sinto falta de compartilhar o que penso, sinto, leio, vejo, gosto, não gosto, enfim, minhas coisas. Nunca entendi essa necessidade humana de dividir tudo, até que compreendi que os silêncios presentes nas palavras extrapolam seus sentidos. Entendi que o que é dito, muitas vezes, chega diverso, imerso ou até mesmo inverso ao destino, quando esse não é subvertido. Tratando-se de palavras, todos os jogos são possíveis, as interpretações são de todas as formas, do preto-e-branco ao colorido, por isso não pretendo fazer do “meu lugar” um espaço fechado, os não-ditos serão sempre bem-vindos, principalmente porque nem sempre o que parece claro, realmente o é! E eu nunca sei em quantas palavras cabem os meus sentimentos, talvez transbordem!
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