segunda-feira, 29 de março de 2010

Tenho que concordar com minha amiga, Bel, quando ela diz que sou "uma explosão de sentimentos"; ou com minha psicóloga, quando afirma que eu sou "paixão"... Não é à toa que minha música favorita leva este nome - PAIXÃO, sim, em "Caps Lock"! Eu realmente sou isso, e diria mais, tenho sempre em mim uma paixão a ponto de transbordar, latente e incrivelmente única, a cada vez. Deve ser por isso que sempre sinto tanto a perda das minhas ilusões, que a vivo como se fosse a primeira vez - e sempre parece ser pior. Isso pode significar sofrimento, muitas vezes, mas hoje eu entendi que assim como vem, vai, e um dia tudo passa, é só uma questão de tempo. Na verdade, eu entendi que só sinto tanto, porque amo muito, amo viver da forma mais intensa que a vida pode ser, por isso minhas paixões são várias e únicas ao mesmo tempo - confortante é saber que amanhã haverá outra ainda maior, que me levará ainda mais longe e que poderá causar-me dor ainda mais forte do que esta - mas eu não deixarei de senti-la por medo de sofrer outra vez...

domingo, 28 de março de 2010

Não tenho certeza de que o coração não sente o que os olhos não veem, mas tenho absoluta convicção de que ele sente muito mais ao ver/ouvir aquilo que você nunca gostaria de saber - aquele amor, que você tanto desejou, não foi e nunca será seu. Ponto final.

domingo, 21 de março de 2010

É simplesmente uma merda acreditar em quem esconde a verdade, não se pode esperar dos outros a consideração que temos por eles, jamais - aprendi isso há muito tempo, mas infelizmente ainda espero... Criar expectativas diante das atitudes positivas é muito natural, o problema é quando as coisas mudam e você se sente um idiota por ter ido tão longe nos seus pensamentos, nos sentimentos... essa sensação de vazio misturada com dor já esteve aqui algumas vezes, eu sei que passa, mas até passar é que é o problema...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Com certeza você já ouviu algo assim em algum momento, lugar ou filme, mas agora sou eu que estou dizendo - e as palavras adquirem novas formas em cada boca: existe um pedaço de mim que nada contém, outra parte que não consegue esquecer as dores que já vivi, não quero preencher o vazio com a dor outra vez, eu só quero a verdade, e que ela seja de carne e osso...

domingo, 14 de março de 2010

Procuro por mim, a forma mais crua de um paradoxo / Nua estou a cantarolar minhas angústias / fecha essa porta, não está na hora / janela de sonhos - espera / A cratera secreta expande-se em meus passos / toc toc toc, quem era? / Calafrio constante, uma cor oscilante / entre o claro/escuro da minha paixão - severa! / Nada além de um imperfeito mecanismo de defesa: guarda-chuva / Enquanto o real for meu imaginário, desejos pirilampos roubam minha concentração / Em retas-curvas, me esqueço / Entre suspiros, de um salgado leeento... / o furto de meu coração / Devaneios: esses são todos meus...

sexta-feira, 12 de março de 2010

Alguns sentimentos são insubstituíveis, algumas sensações também - a sensação de sentir-se acolhida nos braços de quem se gosta é, talvez, a principal, mas faz tanto tempo...

terça-feira, 9 de março de 2010

Eu reli aquelas palavras como se fosse a primeira vez, como se ainda existissem realmente, como se o sentimento nelas contido ainda pudesse ser resgatado, como se algum dia tivessem sido de verdade - então elas se desmancharam diante de mim...

sábado, 6 de março de 2010

É muito fácil NÃO magoar uma mulher: antes de fazer ou dizer alguma coisa, pense se gostaria que fosse com sua irmã - se a resposta for não, simplesmente não faça! Se não tem irmã, use a criatividade, se não tem criatividade, fique parado e calado, por favor...

quinta-feira, 4 de março de 2010

É um alívio, mas ao mesmo tempo desconcertante, descobrir que o que faz falta não é a pessoa propriamente, e sim a ideia de "ter" alguém... O que dói não é a ausência, mas a presença de expectativas (criadas, alimentadas e destruídas).

quarta-feira, 3 de março de 2010

TPM é mais umas das questões sem explicação que uma mulher tem de enfrentar. TPM + trabalho novo + faculdade nova + casa nova (a mesma outra vez) + frustração nova é um pouco demais pra minha cabeça, particularmente, mas estou enfrentando tudo com muita cautela, tentando evitar o surto... até porque surtar só pioraria as coisas... Mas não pensem que é fácil administrar todos esses sentimentos misturados, amontoados, embrulhados (quase na boca do estômago). E por falar em estômago, com todas essas novidades, o meu anda me assustando, parece estar sempre vazio, o que faz com que eu esteja sempre tentando preencher esse espaço. Eu sei que nenhuma comida vai substituir as sensações que me faltam agora, mas a parte mais difícil é controlar um impulso que vem toda hora, minuto após minuto, dizendo que se eu comer vai passar - passa, mas no minuto seguinte volta, e volta em muito má companhia: traz junto a culpa por ter comido... e o ciclo é um vício desesperado de quem precisa de controle - autocontrole - algo praticamente impraticável diante de tantas emoções diferentes, de tantas ausências que eu gostaria que fossem presenças, mas passa, um dia passa, amanhã passa, quando passar a TPM passa... Eu sei que vai passar, mas agora eu só sinto vontade de chorar, e essa só passa, se eu me permitir deixar a lágrima cair - ela não vem, e a vontade não passa...

terça-feira, 2 de março de 2010

Dê-me uma flor, e eu te devolverei perfume; dê-me espinhos, e eu te devolverei feridas...

segunda-feira, 1 de março de 2010

Por mais que tenha terminado dessa forma, meu dia foi simplesmente maravilhoso. Maravilhoso o suficiente para que eu esqueça o egoísmo cada vez mais descarado do meu pai e deixe pra lá, começando a pensar novamente no quanto eu estou feliz, no quanto todas estas mudanças que estão acontecendo na minha vida podem me levar ao lugar que eu sempre sonhei conhecer: o meu. Eu sempre gostei de mudar, é verdade, e isso pode parecer estranho aos olhos de algumas pessoas, mas quem são essas pessoas mesmo? Sempre fui movida pela vontade de encontrar aquilo que realmente faz sentido para mim, por uma insatisfação que considero totalmente e verdadeiramente saudável, porque não me deixou ficar onde não estava tão bom assim... Hoje eu me sinto muito próxima de tudo isso, do meu mundo, do que me realiza, do que me faz feliz por dentro e por fora, do que me faz ter vontade de dividir toda essa alegria quase infantil - hoje eu senti um sorriso no meu rosto que nunca havia sentido - o sorriso leve e ansioso de quem acaba de descobrir o caminho da felicidade!