sábado, 5 de abril de 2008
Santa Maria
Por mais que eu não tenha vontade de voltar a morar lá, sempre me encontro por aquelas ruas íngremes e confusas. São tantos cantinhos especiais, tantas pessoas que me fazem sentir, simplesmente, eu! É como voltar para casa, mas com muitas novidades, principalmente as saudades, que se renovam a cada ida. Certamente um pedacinho meu ficou por lá, e conforta-me saber que, toda vez que eu quiser descobri-lo, lá estará ele, sorrindo para mim! :))))
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Nós duas...
Alguma coisa fez com que eu olhasse para o lado, simplesmente virei o pescoço e vi. Seria melhor não ter visto, ultimamente seria melhor não ver nada...Tudo me toca profundamente, causando uma tristeza que, exatamente por não ter motivos concretos, angustia ainda mais... Antes de ver o casalzinho feliz passeando abraçado (e os dois apaixonados resolveram trocar uns beijinhos justamente ao passar pela porta da minha casa) eu tinha derramado algumas lágrimas ao assistir uma cena estúpida da teledramaturgia brasileira, sim, novela. Acho que nunca havia sentido uma sensação tão ridícula, enquanto uma parte de mim chorava, quase soluçando, um eu mais sensato presenciava, e resolveu dizer-me então o quanto era deprimente ver-me assim, e nós já sabíamos, o que parece ser a parte boa.
Mas o que interessa aqui não é o choro ou a estupidez, é o quanto isso foi útil para dar-me conta de que estou lutando contra mim, diariamente. Não estamos chegando ao ponto de quebrarmos as nossas caras rolando no tapete da sala, mas estamos mantendo uma equilibrada relação de amor e ódio, mútua, é claro. Equilibradíssima, aliás, uma de nós não permite que a outra ultrapasse os limites e apaixone-se perdidamente pelo que somos, a outra impede que o ódio espalhe-se, a ponto de esquecermos o amor e permitirmos nosso abandono...
E ninguém cede, talvez por isso estejamos aqui ainda...
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Onde eu coloco esse medo? Acho que vou comprar uma caixinha pra guardar ele bem quietinho... porque às vezes quero deixá-lo bem aqui, sinto que ele vai me proteger... Quando eu não sentia medo era mais fácil, não precisava ficar pensando, fazia e pronto... mas também era mais comum acordar chorando. Vou esperar ele passar, paciência, se não passar fico aqui, onde é mais seguro...
terça-feira, 1 de abril de 2008
Incógnita
Algum motivo deve existir para que eu não consiga livrar-me da imagem, do cheiro, do arrepio... "Penso que o destino é dono da metade de nossas ações, mas deixa a outra metade a nossos cuidados".
Maquiavel
segunda-feira, 31 de março de 2008
domingo, 30 de março de 2008
Tempo
Que as horas passem então, que o dia acabe, amanhã será igual a ontem e hoje já não foi bom, que termine rápido... e seja indolor...
sábado, 29 de março de 2008
Você já sentiu medo de perder o que nunca possuiu? Saberia dizer o que há escondido em seus olhos? E como foi parar lá? Já teve vontade de sair correndo sem saber onde iria chegar? Você já acordou daquele sonho bobo que só o fazia permanecer inerte? Quantos anos você cresce em um? Eu tenho a sensação de que foram dez... Mas você já pensou que talvez aqui não seja o lugar mais adequado para descarregar suas angústias? Por que você fica aí parado, repetindo sua vida, se o brilho mágico está do outro lado da sua mente? Você já sentiu vontade de chorar a presença do vazio? Você já amou? Você existiu?
sexta-feira, 28 de março de 2008
Free!
Agora é pra valer, estou com o protocolo do meu pedido de exoneração em mãos, nunca uma perda causou tanto alívio! Tenho asas novamente...fizeram falta!
quarta-feira, 26 de março de 2008
Inconstante...
Estou cansada de tudo, de todos... As pessoas não me interessam mais, a vida simplesmente acontece longe daqui, e eu nem aí... Estou muito cansada, meus ossos estão doloridos, meu corpo inteiro dói, às vezes acho que não vou conseguir, e já não sei se quero. Algo muito importante fugiu de mim, não sei onde começar a procurar, e já não sei se quero... Dá muito trabalho quando todos gostam de você, quando todos querem sua companhia, porque não sei dizer não e o contrário faz falta, mas já não sei se quero. A dúvida é minha maior certeza, o que não quero é fácil de saber, mas o que quero afinal, o que pretendo fazer daqui pra frente? Minhas incertezas multiplicam-se assustadoramente, e quando penso que encontrei, não sei dizer se quero... Só não entendo por que não me conformo e fico aqui, apenas esperando o mundo passar, parece tão confortável! Mas soa-me covarde também, e isso tenho certeza que nunca fui, e não quero! Deve ser porque quero mais, muito mais, só não sei se encontro...
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